Sobre esse “tal novo mundo”

Normal? Não.

O mundo será novo, sem dúvida, e isso é quase tudo que sabemos.

Empatia não é mais disciplina opcional: faz parte da programação básica de qualquer sujeito. Sem o exercício de se colocar no lugar do outro você está naturalmente ultrapassado.
As únicas intolerâncias permitidas são contra o ódio, a violência, o autoritarismo, o racismo, o preconceito em geral, o egoísmo e a corrupção.

Se você não sabe nada sobre pessoas: estude. Entender o funcionamento da mente e promover saúde mental também se tornou matéria da estrutura básica curricular.

Aprendizado? Pelo amor.
Dúvida? Pergunte.
Notícia maldosa? Questione.
Quer crescer? Leve os outros junto com você.

Não há mais futuro para machistas, fascistas, aproveitadores em geral ou oportunistas.
Se você não fez ainda sua reforma íntima para entender com o que você está apto a contribuir nesse novo mundo, comece.

Adote essas palavras em seu novo vocabulário: altruísmo, sustentabilidade, educação, integridade, lealdade, fé, gratidão, esperança, perdão, liberdade, compaixão, caridade, humildade, respeito, escuta ativa, propósito, colaboração, gentileza, bondade, criatividade, coragem e paixão. Já falei da empatia? Ok, falo mais uma vez. É essencial.
Ademais, não há mais certeza alguma. Confiar também se torna obrigatório e a colheita virá conforme você tenha feito a sua parte.

Quem você escolhe ser na quarentena (e depois dela) é o que vai definir com alguma precisão o resto da jornada.
Não é mais aquela história do bem e do mal, nem o Juízo Final.

Mas talvez seja a última e única chance de mudarmos radicalmente o antigo final que teria a história que estávamos construindo.

Antes era o abismo. O excesso de consumo, trabalho, contas a pagar, competição, ganância. Não nos levaria a outro lugar senão o final.

Hoje você pode escolher suas asas – e o vôo.

Não importa qual seja a trajetória, o lugar para onde estamos indo – sabemos pouco sobre isso, ainda.

Importa COMO você tem se modificado/ ajustado para chegar.

Vamos juntos. Vamos melhores. Vamos confiar no que não está sob o nosso controle – e fazer melhor aquilo que está.

Mas vamos. Vamos?

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