Errei – e agora?

Ontem cometi um erro imenso. Ao meu ver, gravíssimo. O suficiente para me deixar mal um, dois, dez dias, um mês. Mas foi um erro novo e eu resolvi arriscar uma nova abordagem, lidar com ele de modo diferente do que sempre fiz: me culpar e me punir até o limite (e além dele).

Sem entrar nos detalhes, porque hoje entendi que o erro aconteceu para me trazer essa lição, segue um breve passo a passo do que fiz, pela primeira vez, para que você se inspire e se perdoe.

Os fracassos precisam ser compartilhados, tanto quanto os sucessos, porque é isso que nos torna humanos, reais, vulneráveis e autênticos. Está na hora da gente começar a compartilhar experiências reais e verdadeiras, e não a vida “editada e perfeita” que quase todo mundo sempre expõe em suas redes.

Sem mais delongas, segue minha “lição” em forma de “receita” para nos ajudar a lidar com e superar nossos erros.

1. Assumir o erro. Admitir que eu fui responsável, sem tentar buscar culpar mais nada ou ninguém (a tecnologia, a velocidade, a mente acelerada, etc.). Fui eu sim. Ponto.

2. Analisar os impactos e identificar as medidas que deveriam ser tomadas. Fiz o que pude para reverter, mesmo sabendo das limitações da solução, especificamente nesse caso.

3. Pedir desculpa. Não apenas às pessoas envolvidas (que receberam por engano uma mensagem que deveria ter sido enviada para outra lista), mas à minha interface principal neste cliente. Humildemente pedir desculpas e assegurar a não repetição desse erro.

4. Entender que, para evitar esse (e outros) erro eu deveria, sim, separar as “caixas”. Um aparelho celular pessoal e outro para o cliente foi uma excelente solução, neste caso, sugerida inclusive pelo próprio cliente.

5. Agradecer por, depois de ouvir mais de dez vezes a mensagem enviada, entender que não havia nela nada ofensivo, desrespeitoso ou ilegal. Apenas me tornou vulnerável, excessivamente, porque se tratava de um conteúdo muuuuito pessoal – mas a mensagem era inspiradora e edificante. O que me fez entender que ter um propósito alinhado deixa minhas ações sempre coerentes (fala e ação).

6. Responder algumas (poucas) mensagens de resposta explicando o equívoco. Perceber que as pessoas que escutaram o tal áudio ficaram mexidas, mas positivamente, com o conteúdo. Aceitar que, talvez, esse tenha sido um erro “previsto” pela física quântica – alguém daquela lista poderia estar precisando escutar exatamente aquela mensagem.

7. Saber disso, entretanto, segue me fazendo entender que se tratou de um erro – mas diminuiu significativamente a minha “culpa” por ele – os impactos positivos podem superar os negativos.

8. Virar a página. Transformar o erro em aprendizado e compartilhar essa humanidade/ lição. No auge do nervoso, ontem, eu gravei um vídeo contando exatamente o que aconteceu e o que eu estava aprendendo com aquilo. Enquanto meu corpo ainda estava trêmulo, eu abri meu peito e me expus – dessa vez, foi um vídeo gravado (que não foi para lista alguma e sequer publicado – ainda – mas será em breve).

9. Seguir caminhando. Porque levar uma “queda” quase sempre nos paralisa e talvez aí esteja nosso maior erro, de fato. É preciso seguir. Caiu? Levanta. Não dá chance para o excesso de autocrítica e pensamento te esmorecer. Erros são comuns nas histórias mais interessantes. E eu escolhi que a minha seria assim. Interessante. Senão a vida não tem cor nem graça.

10. Me perdoar. Talvez a etapa mais difícil, porém necessária. Com tudo analisado, aprendido, admitido e transformado em lição, é preciso se olhar no espelho e se dizer, sinceramente: eu te perdoo. Eu perdoo a mim mesma, porque nunca houve uma intenção negativa. E só isso deveria me bastar. O meu foco não precisa ser o erro, mas todas as coisas incríveis que eu sei e posso fazer, todos os dias. Errar faz parte da jornada de todo aprendiz, especialmente aqueles que escolhem viver a vida profunda e intensamente. E por aqui somos todos (TODOS) aprendizes. É possível errar menos – mas só se você escolhe fazer menos também. Definitivamente, eu não serei essa pessoa.

Se você acredita que essa história pode ajudar alguém, compartilha ela? Transformar limão em limonada, como sempre diz minha amiga (e cliente) Alê Lippel, faz bem.

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