Be brave

Já escrevi mil textões tentando explicar um pouco do que está acontecendo aqui, comigo, enquanto o mundo parece tentar trazer de volta a sensação cômoda do “normal”.

Apago, deleto, reescrevo, edito.

O mundo hoje está cheio de muitas falas, informações, conteúdo, palcos e novos personagens. Eu observo, atenta, todos os movimentos, em tantos novos canais.

Uns dias são mais fáceis, outros mais difíceis. Quem cuida de pessoas e ouve suas histórias, como eu, sabe que não há um ser humano nesse planeta agora que não esteja vivendo um problema.

O que aprendi? Qual a lição? Só isso vou compartilhar aqui, afinal.

Como você interpreta o que te acontece talvez seja o grande segredo que tenho aprendido estudando (e praticando) a Psicologia Positiva, a Comunicação Não-Violenta e a Terapia Cognitivo Comportamental.

Tudo começa, mesmo, nas cognições. O que você pensa sobre o que te acontece determina suas emoções e comportamentos; precisamos mudar o modo, portanto, como pensamos. Essa tal mudança de mentalidade é o que vai, por tabela, mudar o modo como damos significado às coisas – e reagimos a elas.

O que eu não controlo e está fora, definitivamente, não pode gastar tanto a minha energia.

Ela se volta para o que eu controlo, em mim e ao meu redor.

Tenho buscado ser e praticar a paz. Mais do que ter razão ou entrar em conflitos desnecessários, eu uso a sabedoria dos anos para me manter bem – e fazer bem aos que estão nessa jornada comigo. Clientes, colegas, amigos e familiares.

Estou seriamente comprometida em fazer a diferença, em ajudar o mundo nesses ajustes e mudanças necessárias. Em meu trabalho e em minha vida. Tenho me ocupado por isso, nos últimos meses, com muito trabalho – me restando pouco tempo para produzir meu próprio conteúdo. Por enquanto.

Auxiliar pessoas; utilizar melhor a comunicação, ensinando como ela funciona para mitigar ruídos e solucionar problemas. É basicamente o que tenho feito. Amadureço, cresço, aprendo, renasço. Todos os dias acordo e penso: esse é um novo dia – vou me empenhar para fazer com que ele seja o melhor possível.

Isso implica basicamente em pensar antes de agir, avaliar todas as situações de forma tranquila e madura, atuar caso seja necessário, da forma mais assertiva e cuidadosa. Cuidar de pessoas é algo que demanda um senso de responsabilidade imenso e, infelizmente, pouca gente está se atentando a isso em um momento tão sensível, de tantas pessoas vulneráveis e fragilizadas. Fórmulas mágicas não existem, gente. Não acreditem tanto em atalhos.

O que atravessará essa turbulência, o que estará do outro lado, no mundo reeditado? Pessoas com uma nova consciência, empresas com um novo perfil, projetos e soluções que envolvam inclusão, cooperação, senso do coletivo, sustentabilidade (real) e empatia. Sejamos parte disso. Esse é o convite do momento que estamos vivendo. Façamos toda essa mudança acontecer dentro e fora de nós.

Foco na empatia. Foco no cuidado (de si e do outro). Foco na humildade. Fogo na integridade e no senso de justiça, nos valores e princípios que nos fazem humanos. Foco. É disso que muitos de nós precisamos. Cuidar do que é essencial.

A maior parte das pessoas que conheço está descobrindo agora o que é, mesmo, essencial. Isso eu já vinha aprendendo, o que torna esse momento mais fácil aqui.

Finalizo com um lembrete, para você e para mim, do que está escrito no meu mural -calendário que fica bem aqui na minha frente, enquanto trabalho.

São três frases, apenas.

Uma frase de um poema que meu pai escreveu para mim: “Você é forte e corajosa como navio quebra-gelo”.

A segunda, meu único “manual de conduta”. Achei em algum lugar que não lembro, mas tomei para minha vida há alguns anos: “Sê correta e amável”.

Por fim, um convite que também é uma música e trecho de um filme que também emprestei para seguir, quando os dias forem mais difíceis: “Be brave”. Seja corajosa, numa tradução literal.

É isso que desejo a todos: que busquem ser corretos e amáveis (imagina um mundo onde todos fossem assim?). Que tenhamos coragem. Sim, coragem é uma palavra mencionada duas vezes em meu mural. Na bíblia talvez seja uma das palavras mais usadas também. Porque talvez seja essa a virtude mais necessária (depois da empatia) neste momento.

Coragem, gente! Coragem. Para a gente não deixar de ser quem é, para a gente reeditar as histórias tristes e aprender com elas sem lamentações e ruminação, para a gente seguir em frente.

Em frente. Enfrente! Be brave!

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