Como lidar com pessoas difíceis

Sabe quem são as “pessoas difíceis”? São “pessoas fáceis” com muita dor cuidadosa e rigorosamente escondida (às vezes até de si) próprias.

Têm uma enorme inabilidade de lidar com o próprio sofrimento – por isso com frequência elas “atacam” o outro, de modo quase automático. Aprenderam que manter distância é seguro e se esforçam, mesmo sem intenção alguma, para desagradar e se convencer da sua própria percepção equivocada de que todos estão “tramando algo”, jogando contra elas ou dificultando/atrapalhando a sua vida.

Seu desejo inconsciente é ver a própria dor/ sofrimento que reprime em si espelhado em alguém. Por isso o ataque é sua única defesa, uma espécie de escudo de proteção e, ao mesmo tempo, arma e munição.

Quando alguém te “atacar”, tente enxergar a dor por trás da aparente agressão. Ali pode ter alguém em profundo sofrimento – e tudo que uma pessoa na dor precisa é do único antídoto possível, que comumente não daríamos de volta: o necessário amor, junto com a rara compaixão.

Você não tem mesmo a obrigação de lidar ou conviver com alguém assim mas, com sorte, se escolher esperar, desenvolver a resiliência no convívio e/ou investir doses de amor e compaixão nessa relação, pode ter o privilégio de atravessar o muro e se surpreender com grandes tesouros que reluzem sob aquela aparente rocha intransponível. E ajudá-la a ser vista e reconhecida por mais pessoas também, arrancando aquela dor que tentava anular o seu original brilho “de fábrica”. Todos nós nascemos com um.

Por mais que às vezes seja até difícil de acreditar, há preciosas jóias dentro das mais rudimentares e afiadas pedras.

(A propósito, eu também já fui uma “pessoa difícil” e não tinha ideia de que o “problema” era eu, estava comigo e não com os outros – quem me curou foi o o “combo” amor-autoconhecimento-humildade-perdão).

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